18.2.20

A ousadia move o mundo

Eu não busco aprovação alheia, nem quero aplausos fáceis. O apoio dos normais não me interessa. Eu quero apenas provocar intelectualmente as pessoas criativas, como suponho você é. No fundo, eu quero questionar todas as "verdades", e esmagar todas as convicções. Inclusive as tuas, mas principalmente as minhas. Para que possamos trocar experiências fascinantes — e talvez criar alguma coisa verdadeiramente nova.



Se todo amor fosse eterno, aquele teu primeiro já teria sido...


Tenho dito que você deveria libertar-se das amarras, saltar profundo e viver a vida. Acontece que isso é uma proposta retórica. Não estou pregando que você deva realmente abandonar tudo e sair correndo agora mesmo. Simplesmente porque não há profundidade suficiente para todos saltarem, ao mesmo tempo. Aliás, se todos saltassem perderíamos as referências. Se todos saltassem — saltar passaria a ser uma coisa banal, comum. Se todos largassem tudo, a vida viraria uma bagunça... Seria o caos. E se tem uma coisa pior do que a ordem absoluta, é a desordem absoluta. Portanto, é preciso que quase todos permaneçam exatamente como estão, atolados nessa desgraçada rotina quotidiana — e cuidando das engrenagens do mundo — para que apenas uns poucos, pouquíssimos, saltem profundos. Afinal, saltar profundo não é pra todo mundo.



Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.


As grandes inteligências conseguem considerar duas ou mais visões contrastantes — ou contraditórias, e até mesmo antagônicas — de uma mesma questão, analisá-las ambas ou todas em conjunto, simultaneamente, e não preferir nenhuma delas até que alguma conclusão logicamente satisfatória e defensável se apresente.



Não espere a graça do cisne no pescoço de um pato.


A liberdade é perigosa. A vida livre é arriscada, insegura, incerta, é cheia de surpresas, cheia de perigos e de buscas, mudanças, sobressaltos. A liberdade é muito perigosa... Só quem ama o risco é que pode ser livre. Só quem é dono de si mesmo é que pode ser livre de verdade. Só quem é dono do próprio destino é que arrisca a vida para salvar a própria vida. A liberdade, portanto, não é para qualquer um: os acomodados e os covardes jamais serão livres. Escravos não conseguem ser livres. E a segurança da gaiola seduz.



Se vocês não arriscam nada — pretendem ganhar o quê?


Nunca escondo meus leitores de si mesmos: em verdade, eu ilumino a parte escura do caminho que se encontra dentro deles. Como sou um garimpeiro de verbos incendiados, só gosta de me ler quem já tem brilho e não se apaga... Mas se eu primeiro não tornar as emoções em alegria, não terei coragem de abrir meu coração inteiro para ser lido com ternura por você. Por isso, só me mostro mesmo após o meu encanto, e só te dou estas palavras depois que as refino. Aliás, se eu não polir as minhas pedras preciosas com amor e gostosura, como poderia eu querer trocá-las por essa tua tão amada luz diamante?



A melhor realidade é aquela que nasce de um sonho.


Minha proposta é a Liberdade Absoluta. Eu venho é para semear auroras no teu peito. Quebrar paradigmas, derrubar padrões. Não trago nenhuma resposta pronta: eu só faço perguntas. Em verdade, eu quero é mexer no coração da tua cabeça, por fora e por dentro — poeticamente. Fazer um delicioso cafuné nos teus neurônios enrolados e amorosos. Passar um doce pente fino nos caracóis da tradição... Eu quero questionar as tuas verdades mais queridas. Chacoalhar essas tuas convicções inabaláveis. Não quero te propor sossego — nem venho te trazer nenhuma paz cansada. Eu apenas te convido a ter coragem! Eu te convido a um salto profundo em direção à Vida. Escandalosamente profundo!



Tem dias que alguns querem colocar-me contra a parede...
Mas a parede nunca é contra mim.


Ninguém vai além de seus limites. Se for, não eram. Afinal, se alguém ultrapassar os seus limites, então não eram realmente limites. Eram falsos limites. Milhões de pessoas têm falsos limites. E o que é pior: acreditam neles. Não raro, limites estipulados por terceiros, que sequer teriam direito de interferir em vidas alheias. Mas os piores limites, os mais lamentáveis, são aqueles que nós mesmos nos impomos — quase sempre muito aquém do que seria o ideal, com base em nossos próprios estados negativos de potência. Portanto, não se deixe limitar, nunca! Nem por seus inimigos — nem por esse monstro horroroso e carniceiro que se chama Falta de Coragem.


Amar de verdade é jamais ter ciúmes do objeto amado. Nem medo de perdê-lo. Amar é não forçar nada, sequer um beijo. Amar é não fazer perguntas desnecessárias ou indiscretas — muito menos na hora errada. Amar é deixar fluir a relação em todos os sentidos. É incentivar o voo livre que o outro pode estar querendo, e às vezes até mesmo empurrá-lo com ternura para o abismo gostoso do desconhecido profundo. Amar é respeitar com devoção e aplaudir com entusiasmo esse desejo louco de saltar que o outro às vezes tem.



Assim que o escrevo, eu e o poema nos tornamos uma coisa só.


A condição sine qua non para subir ao Pico (e sentir-se muito bem aqui) é ter asas próprias, saber voar com eficiência — e amar a Liberdade sobre todas as coisas. Sem isso, é melhor contentar-se com o sopé da montanha. Ou então tomar providências rigorosas imediatas!



Beethoven, desde o inicio da carreira, vivia criando grandes obras da música clássica — mesmo que ainda nem fossem. Com isso ele desenvolvia suas próprias técnicas, geralmente geniais. Aliás, se ficasse apenas copiando as composições alheias, jamais teria sido um grande artista. No máximo, ao fim da vida, seria só um zé-ninguém. Ou um pianistazinho de boteco, no subúrbio de Viena.


Tem gente que esclarece o objeto. Eu prefiro iluminar o sujeito.


Acabo de formalizar a criação da EMc³ — Edson Marques Consultoria³. Porque não me basta ser apenas um poeta zen. Eu quero também criar paredes tão bonitas que pareçam indecentes. Eu adoro arquitetura, e sou discípulo do Calatrava. E também adoro o jogo das empresas. Sei fazê-las crescer. Foi por isso que criei a Xtratego Ferment. Mais alguns detalhes na minha página de ideias. Afinal, sou um Vendedor de Imaginação.




A ousadia inteligente move o mundo.


Resumindo — eu posso dizer que, na vida, são quatro as questões fundamentais:

O que sou.
O que posso saber.
O que devo fazer com aquilo que sei.

E quais as consequências do que sou, do que sei, e do que faço.
Se ainda não soubermos as respostas a essas quatro questões — nem as estamos procurando de modo racional — é provável que estejamos simplesmente desperdiçando nosso potencial infinito enquanto seres humanos. 

E suponho que isso também vale para nossos empreendimentos e demais atividades profissionais.




Só o que está morto não muda.



Meditar, estudar Filosofia, amar a Liberdade e ter muito tempo livre — são as quatro coisas fundamentais na vida de todo ser humano. Se não estudarmos um pouco de Filosofia, não seremos capazes de analisar corretamente as circunstâncias, nem de compreender a vida. Quem não ama a Liberdade jamais conhecerá o verdadeiro Amor. Se não tivermos tempo livre não criaremos nada significativo, nem teremos entusiasmo para mudar o mundo. E se não meditarmos com frequência, jamais explicaremos as razões de ser o que somos. Mas só meditar não basta. Não adianta ficar um século embaixo de uma árvore, na posição de Lótus. No máximo, você talvez crie raízes e vire um arbusto. É bom convidar Platão para um jantar romântico, ouvir o que Sêneca tem pra nos dizer, conversar um pouco com Aristóteles, tomar um vinho branco com Jesus, dançar com Vênus, visitar o velho Nietzsche, subir à torre de Montaigne — e assim por diante... 


Eu dispenso a compreensão daqueles que não conseguem me compreender.




Não devemos ficar muito impressionados com uma ideia, só porque ela é nossa. Toda hipótese não passa de um pequeno passo no caminho do verdadeiro conhecimento. Temos que perguntar, sempre, por que uma determinada ideia nos agrada tanto. Temos obrigação intelectual de compará-la, imparcialmente, com as alternativas. É bom verificarmos se é possível encontrar razões que a invalidem. Aliás, essa verificação é fundamental. Porque, se não fizermos isso, outros certamente o farão — e nós poderemos ser inclusive ridicularizados. Nossa reputação intelectual pode ir para o ralo. O que nos deve interessar, portanto, antes de tudo, é a verdade, e não o nosso apego inabalável a certas conclusões que adoramos. 





A fé move montanhas. A Razão, cordilheiras.



Charles Darwin demorou vinte anos para publicar A Origem das Espécies, por causa da esposa, que era religiosa e não aceitava a teoria da evolução. Charles então somatizou angústias, ficou triste, ficou doente. Quando enfim deixou de respeitar os preconceitos da esposa e publicou sua obra — sarou completamente. Moral da história: se você tiver que fazer algo que considera justo, verdadeiro e necessário, não espere autorização de ninguém. Vá e faça




MAS NÃO COMETA O ERRO PRIMÁRIO DE SUPOR QUE ACERTA SEMPRE.


Quero te fazer umas perguntas, cujas respostas podem me dizer quem você é: Especialmente em questões subjetivas — tais como amor e religião, psicologia, liberdade, casamento e política — quando você não concorda com determinadas concepções alheias, também considera que a razão pode estar com o outro? Em certos debates, em certas discussões, você costuma ter abertura intelectual suficiente para eventualmente considerar que o ponto de vista contrário ao teu pode estar até mais próximo da verdade? Na vida, você já não defendeu valores, ideias e proposições que depois envelheceram, desesperadamente? Você já não teve tantas e tantas certezas absolutas que mais tarde foram fulminadas pelo tempo, pela experiência — e, principalmente, pelo estudo? Sobre certos assuntos, você já não mudou de ideia muitas e muitas vezes? E será que agora você nunca mais vai mudar? Será que você, neste exato momento da tua vida, já chegou a todas as conclusões possíveis?


A realidade é a soma do que existe e do que sonhamos.



Varrendo com elegância, eu aprendi a ter disciplina. Varrendo os cisquinhos, os papéis, as tampinhas de garrafa, todo dia, eu aprendi a ser zen. Eu só tinha nove ou dez anos, mas já varria com método, coreografando uma espécie de dança com a vassoura, meditando, desenhando na poeira certas coisas que combinassem com as irregularidades daquele chão inesquecível do armazém do meu pai. Varrendo, eu planejava a minha vida. Varrendo ciscos geométricos por sobre os cacos coloridos da cerâmica vermelha eu construía uma louca arquitetura de mistérios insondáveis. E então chegavam clientes querendo talvez meio quilo de açúcar. Ou duzentos gramas de mortadela. Às vezes um pão sovado. Não importava: em qualquer das hipóteses, antes de atendê-los, eu me transformava no Balconista do Olimpo — e os atendia sempre sorrindo. Ou seja, varrendo e vendendo, eu aprendi a perceber padrões. A interpretar as circunstâncias. Varrendo e vendendo, eu aprendi a ser cigano, a ler as mãos — e ver a Sorte. 






Estou criando uma empresa-conceito chamada TEMPO — com base na minha ideia 234. Isto vai envolver a contratação de alguns dos cérebros mais brilhantes do Brasil para que executem os principais projetos. 




Tudo que existe no mundo — existe duas vezes: primeiro, na cabeça do Criador. Toda mudança tem que antes ser sonhada. A realidade só se transforma de verdade, na prática, depois que transformou-se em teoria. Primeiro no cérebro — depois, no mundo. Sem sonho e sem loucura inteligente, nada de concreto se produz. Nem sorvete, nem avião, computador, arranha-céu. Nem igreja, nem poesia, nem romance. Os inventores, os poetas, os artistas, os cantores, são todos visionários. Einstein, Jesus Cristo, Picasso, Buda, Galileu, John Lennon, Neruda, Niemeyer: um bando de malucos. Se dependesse apenas dos normais, ainda andaríamos de carroça. Talvez nem mesmo de carroça, pois a roda foi criada por um louco... Sem fantasia e liberdade não se encanta o cotidiano. A imaginação descontrolada é que dá cor e vida ao mundo. Por isso é que a Loucura criativa é tão necessária, tão desejada — e ao mesmo tempo tão temida.


De que lado você está?



A PRODUÇÃO DE RESULTADOS NÃO DEPENDE DA ESPERANÇA.


Eu não busco aprovação alheia, nem quero aplausos fáceis. O apoio dos normais não me interessa. Eu quero apenas provocar intelectualmente as pessoas criativas, como suponho você é. No fundo, eu quero questionar todas as "verdades", e esmagar todas as convicções. Inclusive as tuas, mas principalmente as minhas. Para que possamos trocar experiências fascinantes — e talvez criar alguma coisa verdadeiramente nova.





Este livro estará à venda em todos os aeroportos do Brasil. E também em muitos terminais rodoviários. Além de nos principais hotéis.

Para ler na viagem

Se você ama de verdade uma determinada pessoa — liberte-a de você, primeiramente. Depois, procure ajudá-la a libertar-se de si mesma, e também da eventual necessidade que ela possa ter de às vezes ligar-se de forma dependente a certas relações aprisionantes. Libertar é salvar. Mas também nunca se esqueça de que salvar-se é libertar-se. De si — e dos outros.



Amar é permitir sempre. Amar é deixar que o outro vá  ou que fique, se assim o desejar. Amar é ter um respeito absoluto pela própria liberdade e pela liberdade do outro. Amar é compreender sempre. E isso não significa apenas entendimento racional, vai além, muito além: Amar é reconhecer afetuosamente o direito que o outro tem de fazer suas escolhas. Mesmo que essas escolhas eventualmente me excluam.




Eu te amo quando não preciso mais dizer te amo.
Eu te amo quando reconheço teu Direito de Fazer Escolhas.
Eu te amo quando respeito tua própria liberdade tanto quanto a minha.
Eu te amo quando compreendo tua vontade de às vezes ficar só.
Eu te amo quando não te sufoco com chiliques ou pressões.
Eu te amo quando ponho afeto entre as nossas distâncias.
Eu te amo quando aplaudo os teus desejos de voar.
Eu te amo quando me convenço de que o ciúme é algo a superar.
Eu te amo quando te ajudo a ser mais livre do que eras quando eu te conheci.
Eu te amo quando a recíproca a tudo isso também é verdadeira.




Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.


Abraço sempre a liberdade das minhas concepções estéticas — e escrevo. Na verdade, eu rabisco palavras de amor em defesa da Vida. Não para que você concorde comigo, mas para transmitir emoções — racionalmente. Escrevo para te provocar — amorosamente. Para que você pense um pouco mais sobre essa vida que hoje leva. Para que você veja o mundo de outra forma. Escrevo principalmente para excitar teu intelecto e abrir teu coração ainda mais. Por isso eu vibro tanto a cada vez que o meu verbo livre entra no teu peito e dança.



Eis o vídeo do meu poema MUDE, com a genial interpretação do Abujamra.


O desapego é a mais pura forma de amor. Essa minha frase é apenas um resumo do que me disseram dois grandes mestres: Sidarta, o criador do Budismo, e Jesus, aquele que fez o Sermão da Montanha. Eles sussurram todo dia essas coisas para mim. Ambos pregavam exatamente isso: o desapego. Sei que é difícil desapegar-se. Demora muito. Mas, mesmo assim, é preciso ir além. É preciso que nos tornemos não só desapegados, como também desnecessários. Ou seja, é preciso permitir que o outro também de nós se desapegue. Libertar-se — e permitir que o outro também se liberte. Todas as grandes religiões e filosofias orientais pregam exatamente isso. Mas, nós, aqui no Ocidente, apressados e materialistas, ainda estamos longe disso. Somos muito pesados. É uma pena.

Leias outros textos meus sobre o desapego AQUI.


Mude 



Mude,
mas comece devagar,
porque a direção é mais importante que a velocidade.
Não faça do hábito um estilo de vida.
Tente o novo todo dia.
O novo lado, o novo sabor,
o novo prazer, o novo amor.
(...)
Tente.
Ame muito,
cada vez mais,
de modos diferentes.
Lembre-se de que a Vida é uma só.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as.
Seja criativo.
(...)
Só o que está morto não muda !
Edson Marques 


Dê um click acima para ler o poema todo. 

Fundação Biblioteca Nacional do Ministério da Cultura
Poema MUDE - Registro: 294.507 - Livro: 534 - Folha: 167
 




Tem hora de parar — e tem hora de partir. Tem hora de permanecer quieto e calado num canto, e tem hora de cantar e de voar. E agora não é hora de dobrar as asas, nem de catar gravetos para fazer o ninho. Não é hora de buscar consolo, nem de caiar o túmulo (...) Portanto, não envenene com teu medo a minha dança. Seja só uma testemunha desta vertigem.

Porque agora, agora é hora de voar. É hora de abrir-me a todas as possibilidades. E saltar num voo livre e sem destino para dentro de mim mesmo.

Leia aqui o poema todo.

Um livro extraordinário

Em todos os meus livros a ideia básica é a seguinte: Existe um modo racional de tomar decisões. Sejam estas amorosas, comerciais, familiares ou profissionais. E se existe um modo racional, não é logicamente recomendável a opção por qualquer outro que não seja.


Mude, mas comece devagar, porque a direção é mais importante que a velocidade.



Não devemos ficar muito impressionados com uma ideia, só porque ela é nossa. Toda hipótese boa não passa de um pequeno passo no caminho do verdadeiro conhecimento. O que temos que perguntar, sempre, é por que uma determinada ideia nos agrada tanto. Temos obrigação intelectual de compará-la, imparcialmente, com as alternativas. É bom verificarmos se é possível encontrar razões que a invalidem. Aliás, essa verificação é fundamental. Porque, se não fizermos isso, outros certamente o farão — e nós poderemos ser inclusive ridicularizados. Nossa reputação intelectual pode ir para o ralo... O que nos deve interessar, portanto, antes de tudo, é a verdade, e não o nosso apego inabalável a certas conclusões que adoramos.



/// Só o que está morto não muda. ///

Click na imagem abaixo para Mudar:
 Mude a Vida


Leia AQUI minha homenagem aos Professores.




Um diamante bruto não tem a mesma beleza de um diamante polido. Com tuas emoções acontece certamente a mesma coisa. Elas são como pedras preciosas. Você pode mostrá-las ainda brutas, feias e apressadas — ou pode refiná-las antes.

Você decide.

Algumas pessoas cometem às vezes atos grosseiros, e depois se justificam dizendo que essa eventual deselegância se deve ao fato de elas serem "autênticas"... Ora, talvez não saibam que é possível ser autêntico sem perder a classe, sem perder a finesse. Aliás, uma pessoa realmente polida é sempre autenticamente refinada.


Também por isso, eu sempre me afasto dos nervosos. Procuro ter a delicadeza de nunca ligar-me a pessoas grosseiras, falsas, insensíveis. Fujo dos enfurecidos. Desvio-me de ciumentos radicais. Detesto autoritários. Quero distância absoluta de estressados e neuróticos. Não concedo aos ditadores sequer minha presença temporária, nem permito aos brutos que suponham ser possível invadir os meus momentos de amor — que são todos.

Jamais negocio a minha própria Liberdade.

Até porque, se eu não for delicado comigo mesmo, se eu não for responsável por mim, se eu não respeitar profundamente os meus desejos, os meus amores e as minhas escolhas — estarei compactuando com esses algozes peçonhentos. Aliás, se eu não me cuidasse desde pequenino, esses desgraçados de aluguel já teriam estragado a minha inocência e sufocado para sempre o meu espírito poético.



ALGUMAS PERGUNTAS

Quantas vezes você hoje meditou sobre a Vida?
Quantos minutos você hoje caminhou livremente?
Quanto tempo hoje você acariciou um corpo humano?
Quais os alimentos saudáveis que você vai comer?
Tem seguido o que te pede o teu próprio coração?
Quanta gostosura existe nos teus atuais relacionamentos?
Quais são as coisas novas que você aprendeu hoje?
Quantas pessoas você hoje abraçou de verdade?
Quantos livros você está lendo?
Quando foi o teu último grande êxtase?

Quantas vezes hoje você pensou no Amor?
Quantas vezes você hoje abençoou uma criança?
Quanto de prazer e de alegria o teu trabalho proporciona?
Hoje, quais as coisas maravilhosas que você vai criar?
Como vai a liberdade dos teus amores?
Terá tempo de contemplar a lua e as estrelas?
Tem olhado os pássaros do céu e os lírios do campo?
Como anda o teu Planejamento Estratégico Pessoal?
Quantos anos você supõe que ainda vai viver?
Como vai a tua própria Liberdade?


Quais são os teus Sonhos?


O que é que você quer da Vida?




Click na imagem acima para ver o site.




Conheça o Vale do Itararé.



Minha ideia 790 é criar um algoritmo complexo, porém inteligente, que vai buscar (na internet) os dados e estatísticas já existentes, e, depois de complementar com informações especialmente digitadas para cada município, fornecer previsões com uma ótima probabilidade de acerto. Previsões estas que serão automaticamente atualizadas em períodos previamente determinados. Click na imagem abaixo par acessar o site em fase de criação.




A escrita é o código do Verbo. A roda do vinho faz tudo girar. Depois de dois ou três copos minha voz Vitalina, e realiza sinapses verbais. Ideias escorrem pelas pontas dos meus dedos falantes. Eu começo a desenhar flores e planos nos guardanapos do boteco divino, enquanto as delícias dançam no meu próprio coração. Meu peito entusiasmado, pleno de espírito, quase explode de alegria. Trilhões de átomos já estão se reunindo, sonho a dentro e mundo afora, desde hoje, para que eu os encontre em forma de estrelas e corpos em dezembro do ano que veio. E é por isso também que eu escrevo declarações de amor a Deus nesta noite açucarada. A roda da vida faz tudo girar. O oxigênio que eu tomo deve ser redondo, e o Universo — também.



Sem fome, sem sono, sem culpa, sem dor. Sem pressa, sem apego, sem pressões. Sem esperas, sem cobranças, sem promessas. Sem medo e sem controle, sem ódio e sem juízo. Sem maldade — e sensível. Sentindo-me eterno no transitório. Buscando equilíbrio no instável, no incerto. Amado com delícia e liberdade, e amando com grandeza e ousadia. Passageiro numa viagem sem destino, percorrendo caminhos ainda não trilhados. Cada vez mais fascinado e encantado com os novos horizontes que se abrem. Adorando as surpresas no momento em que acontecem, e vivendo a primavera em qualquer das estações. Quebrando as barreiras, de modo irreversível.

Ultrapassando limites...

Encontrando a essência de cada coisa nela mesma. Compreendendo as razões também daqueles que não conseguem me compreender. Vivendo o mais profundo, o mais criativo, o mais sensual, o mais inocente e o mais sagrado período da minha vida. Sugando a doçura de todas as coisas... Vivendo as maiores e melhores paixões da minha vida, e vibrando com tudo que me toca. Sentindo-me a cada momento como se Deus me cobrisse de glórias, de flores e estrelas. Dançando nas minhas próprias e nas tuas emoções. Inundado de carinho e gratidão. Com a cabeça nas nuvens — e o coração no infinito.

Portanto, o que mais posso eu querer da vida, além de amores livres e brilhantes, crepúsculos cor de abóbora na praia que eu prefiro, óleo de amêndoas doces, um buquê de rosas brancas e vermelhas, duas ou três taças de vinho transbordantes, muita liberdade, alegria, saúde, poesia, gostosura — e tempo livre para viver tudo isso?

O que mais posso eu querer da vida?!



 Liberdata Brasil
Eu criei a Liberdata em 1980.

E a Liberdata Uruguay em 2018.




DO QUE EU PRECISO

Houve um tempo em que eu precisava de uma casa enorme para guardar tudo aquilo que eu supunha indispensável. Depois, as coisas que me pareciam muito importantes cabiam numa sala pequena. Mais tarde, essas coisas "extremamente importantes" passaram a caber num armário de tamanho médio no quarto do fundo. Bem depois, coloquei tudo aquilo que ainda considerava "muito importante" no porta-malas de um conversível preto — e saí pelo mundo. Andei, rodei, tomei sol e chuva, ar e vento, tomei vinho consagrado, brisas e tormentas, tomei fôlego, amei com a liberdade mais absoluta — e fui me despojando ainda mais. Tanto, que hoje, cheio de amor e pleno de mim, vejo que todas as coisas verdadeiramente importantes cabem dentro de uma calça jeans e de uma camiseta branca de algodão gostoso que agora me descobrem.

Portanto, está na hora de viajar de novo, na mesma charrete preta...

Guarujá. terça-feira, 18.02.2020.